quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Aula da Disciplina da Pós - UFRRJ- Produção de conhecimento

Hoje a tarde foi dia de mais um encontro da disciplina Produção de conhecimento na contemporaneidade da Pós-graduação na UFRRJ, com a mediação da professora Edméa Santos. Como estou na Bahia, assisti a aula via webconferência. Nesse dia, a transmissão estava muito ruim, devido a qualidade da conexão da UFRRJ. 

Foram discutidos os capítulos 2 e 3 do livro A Pesquisa como heurísitca, ato de currículo e formação universitária de Roberto Sidnei, articulando-os com os capitulos 1 e 11 do livro O fim do Império cognitivo de Boaventiura Sousa Santos. Destaco momentos e pontos importantes que emergiram durante a aula

1- as características das metodologias pós-abissais, considerando os princípios da cibercultura, entre elas: a ecologia de saberes, a colaboração, a hipertextualidade e a interatividade;

2- As pesquisas pós-abissais para além das denúncias, das críticas, aciona as práticas dos praticantes, faz emergir a ecologia de saberes;

3- Edméa compartilhou com o grupo uma dinâmica realizada em uma aula de uma disciplina da graduação, para que os estudantes se apresentassem, utilizando um espelho, como artefato cultural como disparador, onde cada um deveria se expressar sobre a imagem que foi relfetida para ele ou ela. Técnica de escrita aberta utilizada no lugar de um questionário fechado. Convidou as pessoas presentes na aula para refletir sobre a dinâmica, comparando as possibilidades da técnica utilizada e um questionário fechado em relação a uma pesquisa qualitativa;

4- Após a conversa introdutória que levou a discussão sobre a importância da itinerância do pesquisador e a implicação com seu constructo de pesquisa, continuou com a discussão dos capitulos do livro de Roberto Sidnei, destacando alguns pontos: projeto como aventura pensada, a importância do título da pesquisa, etc.

Solicitou que os presentes destacassem o que foi mais forte para cada um, o que lhes tocou. A partir do que emergiu, Edméa pontua: a entrada no campo - a necessidade do planejamento (elaborar a narrativa de preparação, inserindo como, com quem...), narrando a experiência no diário de pesquisa, a exemplo do meu Jornal de Pesquisa; metodologia da escrita da tese não é quadro teórico. É a narrativa do que se viveu com a pesquisa, narrando o que deu certo, as errâncias, como, porquê, o que deu certo, a virada epistemológica, como os modos dos dispositivos da pesquisa transformou o pesquisador; o constructo conecta o sujeito com o objeto, a cultura, as pessoas; as palavras possuem política de sentido, agregamos valor epistemológico a elas; o pesquisador precisa apresentar a potencialidade da pesquisa, o que tem de lacuna, através da problemática; os achados da pesquisa deve ser apresentados um em cada capítulo e no último capítulo apresentar indicadores.

Para a próxima aula, que terá como tema A produção de dados em movimento, propôs a leitura do livro Caminhar na Educação: narrativas de aprendizagens, pesquisa e formação.

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Reunião no Colégio IMEAM -Itabuna

Fui convidada por Luciene, diretora do IMEAM, para uma conversa com a coordenadora pedagógica da escola Valéria e a professora Iolanda Costa de Artes, sobre o projeto que será desenvolvido em novembro, mês da consciência negra. Estive com elas hoje de manhã e compartilhei o que venho estudando, minhas referências, principalmente os livros de autoria das praticantes da minha pesquisa - Bárbara Carine Pinheiro, Edméa Santos e Alexandra Lima - e que poderia contribuir com as ações que elas estão pretendendo realizar.


quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Disciplina Produção de conhecimento na contemporaneidade: Aula de hoje e encaminhamentos para a próxima

Hoje aconteceu mais um encontro da disciplina. No inicio da aula, fizemos uma roda de conversa sobre o perigo de uma história única e o lugar de fala, articulando com as pesquisas dos doutorandos. 

Em seguida, demos inicio ao estudo do livro A Pesquisa como heurística, ato de currículo e formação universitária de Roberto Sidnei Macedo, fazendo a leitura compartilhada do trecho da carta de Antonio Nóvoa destacado no referido livro, seguido de discussão. Depois, fizemos comentários sobre o prefácio. Em seguida, dividimos a turma em grupos, abrimos 4 salas no Zoom, para que os presentes discutissem entre si a introdução e os capítulos 1 e 2, sempre articulando as ideias do autor com suas respectivas pesquisas. Por fim, abrimos o grupão para socialização do que foi discutido nos pequenos grupos.

Indicamos a leitura dos capítulos 1 e 11 do livro O fim do império cognitivo de Boaventura Sousa Santos para discussão no dia 20/10, preencialmente na UFRRJ, com a mediação de Edméa. Para complementar os estudos, compartilhamos o link de videos deste autor.

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Disciplina Produção de conhecimento na contemporaneidade: Aula de hoje e encaminhamentos para a próxima

No nosso encontro de hoje foram compartilhados alguns (diários) jornais de pesquisa. Tivemos a oportunidade de refletir sobre planejamento e interfaces para publicação dos diários, junto com os elementos da rede da criação de pesquisadores e pesquisadoras que pode ser disponibilizada nesse dispositivo de pesquisa. Conversamos sobre recursos educacionais abertos, pensando nas imagens, audios e videos que fazem parte das nossas narrativas, além das possibilidades de licenciamento dos nossos diários através das licenças creative comonns, para usos de outros pesquisadores que teham interesse no tema, garantindo a nossa autoria.

Para a próxima aula, convidamos todos, todas e todes para um aprofundamento sobre as pesquisas e a produção do conhecimento. Nesse primeiro momento, estudaremos o livro A pesquisa como heurística, ato de currículo e formação universitária: experiências transingulares em ciências da educação, de Roberto Sidnei Macedo. Como ponto de partida, propomos a leitura dos textos iniciais (páginas 9-58). Propomos que os estudantes busquem dialogar com os textos,  se perguntando, entre outras questões:

  • O que aprendi, enquanto pesquisador/pesquisadora com as ideias dos autores? Qual a relação com a minha pesquisa?;
  • Quais foram as minhas inquietações diante do que li?;
  • O que gostaria de saber mais?
Pedimos que postem suas reflexões nos seus respectivos portfólios.

No dia 13/10, faremos uma roda de conversa sobre estes textos.

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Estudos sobre Descolonização de saberes: um diálogo com Bárbara Carine

Hoje, retomando as análises dos dados construídos a partir dos documentos de processo da rede de criação de Bárbara Carine Pinheiro, me levou a releitura da  Lei nº 11.645/08 que altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.

Nas minhas pesquisas, encontrei a live A história da África e a lei 10.639/2003: o que mudou? e o livro Educação anti-racista : caminhos abertos pela Lei Federal nº 10.639/03.

Reforçando o pensamento da importância da educação antirracista em todos os cursos, seja na formação de professores ou na educação básica, mudanças nos currículos, no sentido de descolonizá-los, uma real virada epistemológica na educação.

Outros materiais:

Coleção da História da África

Download da coleção