quarta-feira, 13 de julho de 2022

Conferência UNEB

Hoje foi dia de proferir a palestra intitulada "Redes de criação no cotidiano da escola: práticas pedagógicas em diferentes espaços/tempos. Foi mediada pela amiga professora Ana Lúcia Gomes.

Compartilhamos nossos achados da pesquisa do doutorado realizada no âmbito do Programa Um computador por aluno (PROUCA) em uma das escolas da rede estadual da Bahia, do Fundamental II. Além dessa experiência, conversamos sobre as ações da Residência Pedagógica em uma escola de ensino médio da mesma rede. As perguntas giraram em torno das questões de infraestrutura nas escolas, no trabalho pedagógico com as tecnologias e na formação dos professores.

Ainda no percurso da viagem: O livro Colorismo

Durante o retorno de Portugal, além dos filmes e da série citada em postagens anteriores, como já falei, terminei de ler o  livro Colorismo de Alessandra Devulsky, onde pude fazer várias conexões com a minha pesquisa. Logo no começo do livro, chama a atenção sobre a importância da compreensão das nossas origens, enquanto pessoas negras:

"A primeira forma pela qual o colorismo afeta negros claros é criando barreiras ideológicas no interesse natural que todo ser humano tem por compreender suas origens. Crianças que crescem em meio a um ambiente escolar e familiar estruturado em princípios de inferioridade da cultura africana, de vilanização das vítimas da escravidão e de invisibilização dos heróis e heroinas da resistência contra a escravidão não poderiam se desenvolver valorizando a sua negritude". (DEVULSKY, 2021, p. 27).

O trecho acima me fez refletir ainda mais sobre a importância da Escola Maria Felipo de Salvador (onde Bárbara Carine é sócia e consultora).

Devulsky afirma que o colorismo é um desdobramento do racismo, uma hierarquização de pessoas negras de acordo as suas proximidades com os traços africanos. Ao longo dos capítulos ela vai nos mostrando a importância da compreensão do nosso lugar na negritude. Assim, diz ela:

“para que o colorismo não mine a sororidade entre as mulheres na luta contra o patriarcado, é preciso ir além do simples reconhecimento das vantagens trazidas pela pele negra clara e pelos traços associados àquilo que compreendemos como branco, é preciso reinvindicar que os espaços políticos não sejam divididos entre pardos e pretos, mas multiplicados –equitativamente” " (DEVULSKY, 2021, p. 162). Dessa forma, "negros mestiços precisam reconhecer suas vantagens e fazer delas trampolim para todos os outros, sejam mais claros ou mais escuros, sejam eles indígenas ou mestiços" (DEVULSKY, 2021, p. 168). 

PARA SABER MAIS:

Assista ao video: JORNADA FEMINISMOS PLURAIS - Colorismo com Alessandra Devusky e Djamila Ribeiro 

Leia: Negros de pele clara por Sueli Carneiro 


terça-feira, 12 de julho de 2022

Acompanhando Bárbara Carine no Instagram: alguns destaques

Entre a programação de Bárbara no mês de julho, destaco a participação dela no Festival LED. Vale um destaque para esse evento, pois tem o propósito de discutir/refletir sobre o futuro da educação. Esse ano com um foco por uma educação antirrascista.

Bárbara fez parte de uma mesa sobre o compromisso com a educação infantil. Ela  comentou sobre:

"a importância dos processos de aprendizado no ambiente da creche e pré-escola e como é fundamental que as crianças entendam que o mundo é diverso e enxerguem os acontecimentos sob diferentes óticas. "A (criança negra) vai olhar e ver que não está nos espaços de poder, enquanto a criança branca observa o cenário e diz: "O mundo é meu". Porque só ela tem uma ancestralidade potente, porque a ancestralidade é de reis e rainhas. "Quem manda parece comigo, quem obedece não se parece"".

Perguntada sobre o que fazer sobre a sua indicação para a necessidade de educar crianças negras e brancas, ela responde:

“A mídia e as famílias brancas, infelizmente, ainda não têm capacidade disso. Precisamos educar as crianças para equidade, emancipação, entendimento de que merecemos ocupar todos os espaços de modo diverso. A diversidade não se constrói. O mundo é diverso. A gente só aceita, que dói menos”"

 

(Fonte: https://redeglobo.globo.com/movimento-led-luz-na-educacao/festival-led-luz-na-educacao/noticia/festival-led-mesa-pede-maior-compromisso-com-educacao-infantil.ghtml)

 

Em um post no seu Instagram, imagem e legenda de uma acontecimento durante o evento:


Dos dois destaques, reforçamos a importância da educação antirrascista para crianças negras e brancas e o potencial da união de um coletivo de mulheres negras.

 



Retorno de Portugal: a viagem e as aprendizagens

Retornei para o Brasil no dia 10/07. Durante o percurso da viagem de 9 horas e meia (pela TAM), entre Lisboa e Belo Horizonte, assisti aos filmes Ahead of the Curve e Kimi e alguns episódios da série This is US, além de concluir a leitura do livro Colorismo de Alessandra Devulsky. Ao acessar tais artefatos culturais, fui tecendo links/redes com a minha pesquisa. Nesse post, falarei um pouco sobre os filmes:

1- Ahead of the Curve (disponível no Globo Play)

A tradução literal de ahead of the curve é “à frente da curva”. Essa tradução realmente serve como uma analogia para o significado da expressão, que é “à frente dos pensamentos e tendências atuais”, ou seja, “na vanguarda”. (https://www.mairovergara.com/ahead-of-the-curve-o-que-significa-esta-expressao/)  

Documentário sobre a Revista lésbica Curve e sua fundadora e editora Franco Stevens. Franco é uma mulher de São Fransciso, que se casou jovem, na década de 1980. E que, depois, quando se assumiu lésbica, foi evitada pela família, ficando sem casa e sem recursos financeiros para a sua sobrevivência. Em 1990, para conseguir lançar a Revista, inicialmente com o nome Deneuve, utilizou diferentes cartões de créditos para aposta em corridas de cavalos, ganhando muito dinheiro em várias. Foi se fortalecendo através de entrevistas com celebridades e anúncios, tendo uma ampla circulação. A revista deu visibilidade as lésbicas. Precisou mudar o nome da revista para Curve, em decorrência de um processo movido pela atriz de cinema Catherine Deneuve, por violação da marca registrada. Stevens sofreu um acidente e ficou incapacitada, precisando vender a revista. Mas, não paralizou a luta pela invisibilidade das mulheres lésbicas.

Para saber mais: Visite o The Guardian

2- Kimi: alguém está escutando (HBO -Max)

O filme conta a história de Angela Childs, uma analista de tecnologia que revisa fluxos de dados para a empresa Amygdala Corporation. Ângela sofre de agorafobia (um dos transtornos de ansiedade), causado por momentos de pânico em um momento de sua vida. Segue uma rotina de trabalho trancada em seu loft no centro da cidade de Seattle. Os contatos com um número reduzido de pessoas são realizados via webconferência, principalmente com sua mãe, seu dentista e seu terapeuta.

Em um dos momentos do filme, ao ouvir algo estranho nas análises de seus audios, uma mulher em risco, sofrendo violência doméstica, resolve sair de casa em busca de auxílio para ajudá-la, resolução tomada após uma conversa com um colega de trabalho, que considerou o perigo de tal ação via e-mail. Todo o movimento do filme acontece após essa saída da protagonista. Além da possibilidade de reflexão sobre violência contra a mulher, o filme nos possibilita pensar sobre os transtornos causados por um determinadas situações ruins nas nossas vidas, mais atualmente, no contexto da pandemia.

Para saber mais: Visite o The Guardian

Nos próximos posts, tratarei sobre a série This is US e o livro Colorismo.




quinta-feira, 7 de julho de 2022

A conferência na UAB-PT

Ontem (às 18:00 h em Portugal e 14 h no Brasil) proferi a conferência intitulada O "diário-jornal" de pesquisa como criação de redes na Universidade Aberta de Portugal. Iniciei minha fala contextualizando tal dispositivo, ou seja a minha narrando um pouco a minha pesquisa do pós-doc. Nesse primeiro momento, expliquei o que entendo por dispositivo, apresentei a fundamentação teórica, problematizei o uso do nome Jornal de Pesquisa (JP) e não diário de pesquisa, diferenciando-os. Em seguida, falei sobre a contribuição da prática de escrita do JP na formação da pesquisadora e razões para fazê-la. O segundo momento da minha fala foi destinado para a apresentação das características e os pressupostos do JP online. Por fim, dei sugestões de como elaborar tal dispositivo, utilizando a interface blog.

A conferência foi mediada pela professora Lina Morgado (UAB-PT). Houve interação com os participantes. Entre as provocações, emergiu uma preocupação com a publicização do dados da minha pesquisa no JP antes de ser publicada em livro ou artigo, pois posso correr o risco de apropriação por outros interessados na temática. Ficou esclarecido que isso seria plágio, caso não houvesse autorização da autora do JP. Outra questão foi relacionada a ética, a autorização de uso de dados das praticantes culturais, das professoras, sujeitos da pesquisa. Expliquei que houve uma conversa entre mim e elas, comunicando-lhes sobre minha pesquisa e que faria uma live com cada uma delas para uma conversa sobre as suas respectivas redes de criação. (até o momento, só foi realizada uma com a professora Edméa Santos. As próximas estão previstas para acontecerem ainda em julho ou agosto). Foi dito também que o conteúdo das publicações no meu JP, em relação a elas, é apenas relacionado ao que elas publicam em suas redes sociais (que são públicas), com as devidas citações, mas especificamente, links de lives e entrevistas, microvideos no youtube, divulgação de artigos e livros.

Tive um retorno dos participantes da atividade como positivo, a partir de feedbacks recebidos (infelizmente, através do meu whatsapp. Como troquei o celular na viagem, meus dados foram perdidos, pois não consegui fazer um backup).


terça-feira, 5 de julho de 2022

Organizando o material para conferência na UAB-PT

 

Hoje foi dia de organizar o material para a conferência que ocorrerá amanhã na UAB-PT.

A sessão é aberta a todos os estudantes de mestrado e doutoramento e investigadores, mas é necessária a inscrição.

sábado, 2 de julho de 2022

Pelas ruas de Lisboa

Os dias 01 e 02 de julho foram dedicados ao turismo pelas ruas de Lisboa. 

Entre os lugares visitados, destaco:

Miradouro Adamastor


TimeOut Market 

Passagem pela Brasileira - um encontro com Fernando Pessoa